Talline Sapatilhas
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Ansiedade Infantil

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A ansiedade é um mal que assombra muitos de nós, adultos! Você sabia que ela também faz parte da infância? Que seus sintomas devem ser observados e que existem tratamentos próprios para os pequenos?


Bati um papo com a Mariana Boaretto, gestora de conteúdo online da Revista Tricae sobre o tema e me inspirei para escrever aqui sobre a minha experiência com a ansiedade, ou melhor, sobre a experiência da Fernanda!


A Fernanda desde que nasceu sempre foi bem quieta desde que tivesse as atenções todas voltadas para ela e não precisasse tentar nos dizer nada, por exemplo, se estava com fome e a mamãe não amamentasse imediatamente, pronto, o berreiro estaria armado. Até aí é normal e não passou por nossa cabeça que seria um sinal de ansiedade afinal crianças choram, não é mesmo?


Começamos a prestar atenção nisso quando ela estava tentando sentar, por volta dos 5 meses, ela tentava e não conseguia e isso a deixava extremamente irritada, ela não dormia, não ficava quieta, passava horas tentando sentar sozinha. Ajudávamos, ela permanecia sentada alguns minutos e quando virava, lá estava ela novamente no auge do stress.

De lá pra cá isso aconteceu com tudo, na introdução alimentar, nos primeiros passos, nas primeiras palavras.
A ansiedade a fez muito teimosa e a fez persistir mais, o que fez com que ela se tornasse “precoce” sentou com 5 meses, engatinhou com 8, andou sozinha com menos de 10, hoje com 1 ano e 6 meses fala tudo a mais de 6 meses, inclusive forma frases. O pediatra reparando na velocidade das coisas e nas contínuamos “birras” e agitações por nervoso, diagnosticou a Fe com ansiedade e hoje muita coisa faz sentido!


A ansiedade é normal do ser humano, desde que tenha um motivo e seja controlada, por exemplo, algo muito esperado está pra acontecer, alguma mudança drástica acorreu e por aí vai, mas passa a ser patológica quando acontece sem motivo aparente. Aqui em casa por exemplo, seria normal a falta de concentração porque vamos sair e ela está ansiosa, mas não, a mocinha não se concentra em nada e quer fazer tudo ao mesmo tempo e rapidamente mesmo que esteja em uma situação rotineira e tranquila. Por aqui rola até palpitação quando a situação realmente inspira ansiedade.

Claro, existem casos piores aonde outros sintomas estão envolvidos (já conversamos bastante com o pediatra e observamos diariamente se não acorre por aqui) mas ainda não chegamos e tentamos não chegar a este ponto.


Existe tratamento?

Existem duas opções de tratamento o feito com remédios e a terapia e ambos nos foram apresentados. Optamos por não usar nenhum remédio (calmante ou coisa do tipo) além de um floral que ela está tomou cerca de 2 meses e usamos tratamentos alternativos. 
Deixe-me explicar: Um terapia para criança é diferente da de adultos, aonde eles podem expor e falar, na infantil são usados outros métodos que percebemos que poderíamos usar em casa, sem ter que levá-la a um consultorio. Incentivamos a calma, a tranquiladade da forma mais natural possível, ou seja, se percebemos que ela está ansiosa com uma situação comum, sentamos com ela e tornamos aquele um momento tranquilo, mostrando o lado gostoso de ficar ali, calminha e sem medo! Os brinquedos que estimulam a concentração e paciência também foram aliados.
Quando a situação é típica de ansiedade, como em viagens, casa cheia de visita, uma novidade muito grande, etc, passamos para ela toda a segurança que ela precisa para se sentir confortável, não deixamos ela sozinha evitando o medo, ajudamos a realizar tarefas evitando o excesso de frustração e por aí vai!
E o resultado vem sendo bem legal. Hoje ela já consegue assistir um desenho na TV, desenhar por um tempo legal, brincar sozinha, tenta mais vezes quando encontra dificuldade em algo.


Vale lembrar que cada caso é um caso e que para algumas crianças as medidas a serem tomadas podem ser diferentes. Nunca deixe de consultar o médico de sua confiança!

É fundamental que os pais entendam o que acontece e sejam presentes!

Aqui, eu sempre fui muito ansiosa e percebi que passava isso para ela, ou seja, se eu estava agitada a coitada ficava mega desesperada e a solução foi me policiar para que ela recebesse estímulos bons!
Os pais precisam passar segurança, estar presentes, entender que não é bobagem e que isso vai refletir no futuro então é necessário ajustar os ponteiros o quanto antes e o filho ainda não tem discernimento para fazer isso sozinho!


Paciência! Acho que este é o segredo!

Muitas vezes achamos que a criança faz por pirraça, birra ou que é bobagem e não é, se tivermos paciência para entender o que a atitude do filho quer nos dizer fica mais fácil saber como agir!
Outra coisa muito importante é se informar, escutar, pesquisar, precisamos entender o que acontece para agir da melhor forma.


Alguém mais tem um pequeno ansioso por aí? 

Sobre o Autor

Geisa Simonini

Uma escorpiana geniosa, brava e determinada. Estudei Administração e Marketing e sempre atuei na área comercial e de eventos. Tenho uma cabecinha cheia de idéias e adoro trabalhar com pessoas, afinal para mim, tudo que a vazio de pessoas não faz muito sentido. Sou doidinha por redes sociais e ligada 24 horas por dia, sabe aquela pessoa que não pára? Essa sou eu!
Mas se for para me resumir mesmo: Sou a mãe da Fernanda (e da Camille que ainda está no forninho) e da função de mãe nasceu esse blog onde compartilho com vocês nossas histórias, dia-a-dia e aprendizados

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