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Amamentação

Relato de amamentação – por Carina Antonini

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Amamentar é divino, é sublime, mas nem sempre é fácil!
A hora do desmame então, causa medo, angústia e insegurança em muitas mamães!
Eu ainda devo meu relato de desmame para vocês mas me encantei com o relato da Carina Antonini que faz parte do Grupo Matrice no Facebook!
O grupo ajuda bastante as mamães nessa fase e tem encontros semanais em SP, vale a pena seguir!

Mamães, leiam o relato da Carina!
Já sinto saudades! Demorei, mas consegui escrever sobre o desmame da Giulia, que aconteceu semana passada. Ela com 2 anos e 2 meses. Foi rápido, sem sofrimento. Foi amadurecido. Resolvi escrever sobre isso por duas razões, queria deixar o meu agradecimento para os profissionais que incentivaram a amamentação, me orientaram e me proporcionaram um prazer e um vínculo com minha filha que ficará pra sempre, não termina agora. Andrea Santos; Carlos Eduardo Correa; Betina Abs e Maíra Bittencourt Guarani Kaiowá. E para incentivar as futuras mamães a não desistirem da amamentação.

Foram dois anos de entrega mútua, de troca de amor, nós duas nos alimentávamos uma da outra. Acho que a Giulia estava mais preparada do que eu para enfrentar este momento.

Só uma breve retrospectiva. Antes da notícia da gestação, eu sabia muito pouco sobre a amamentação, como também sabia muito pouco sobre o parto normal. Minha irmã Fernanda Gaspar Antonini foi uma mãe que amamentou bastante os filhos e sempre falou da importância da livre demanda. Confesso que no começo achava que isso judiava demais de uma mãe… mas as coisas mudam. Quando descobri que estava grávida, muita coisa mudou na minha cabeça. Antes pensava que seria só mãe de menino, e depois queria ter uma menina. Antes não pensava em como seria meu parto, depois tinha certeza que seria o mais natural possível. Antes achava que meus filhos dormiriam no quarto deles; depois decidi que seria cama compartilhada. E por fim, antes achava que 6 meses eram suficientes para a amamentação, depois tinha certeza que eram muito pouco.

A Giulia nasceu e mamou. Simples assim. Acho que quase não deu tempo de respirar. Agarrou no peito e mamou. De qualquer forma, quer dizer, ela parecia saber o que estava fazendo, eu que não sabia. O meu médico estava lá e esperou o tempo dela. Para mim durou mais ou menos uma hora, não sei se foi tudo isso, mas pareceu uma eternidade. No mesmo dia ou no dia seguinte, a Andrea, fonoaudióloga, me ensinou as diversas possibilidades da amamentação e confesso que a de amamentar deitada me deixou muito animada. Ela voltou em casa, no sábado, véspera das eleições, para acompanhar a descida do leite. Atenciosa, dedicada, sensacional. Mas nem tudo foram flores. Meu bico ficou machucado, doído demais e tive mastite com direito a febre. Recorri ao Grupo de Amamentação do Espaço Nascente e lá ganhei novas forças e sabores para continuar no caminho.

Logo, o que estava me parecendo difícil, se tornou fácil e muito gostoso. Pode parecer egoismo, mas eu pensava e ainda penso que era a única coisa e o único momento que ninguém poderia compartilhar conosco. Era ela e eu, eu e ela. O meu marido foi sensacional. O Vicente Lyrio me ajudava com a água, com a massagem pra esvaziar um pouco o peito, com o incentivo, com o apoio, com a firmeza de marido que vê a mulher de cabelo bagunçado, olheras enormes, fora de forma, as vezes com o pijama ainda e olhar de apaixonado. Ele nem ligava quando andava por ai com os peitos aparecendo, logo depois de uma mamada. Era tão natural, é tão nautral. Porque sim, amamentava em qualquer lugar e em qualquer situação, com todo orgulho do mundo.

Mas dois anos e dois meses passaram e era hora de nos dividirmos para voltarmos a nos somar. Você precisava caminhar sozinha e eu precisava a voltar a olhar um pouco pra mim. Ensaiamos diversas vezes o fim, mas ele aconteceu inesperadamente, sem termos combinado, sem ensaiarmos, sem ao menos ter avisado o Vicente antes. Foi simples, acordei e fiz um combinado com você, a partir dali a nossa relação mudaria e ambas aceitamos. Não posso dizer que não teve choro, dois na verdade, que foram acalmados com muito amor e paciência da família. O amor aumentou ou encontrou caminho diferente. Parece que você ganhou força, voz e atitude. Parece que você ganhou autonomia e segurança.

É isso!

Sobre o Autor

Geisa Simonini

Uma escorpiana geniosa, brava e determinada. Estudei Administração e Marketing e sempre atuei na área comercial e de eventos. Tenho uma cabecinha cheia de idéias e adoro trabalhar com pessoas, afinal para mim, tudo que a vazio de pessoas não faz muito sentido. Sou doidinha por redes sociais e ligada 24 horas por dia, sabe aquela pessoa que não pára? Essa sou eu!
Mas se for para me resumir mesmo: Sou a mãe da Fernanda (e da Camille que ainda está no forninho) e da função de mãe nasceu esse blog onde compartilho com vocês nossas histórias, dia-a-dia e aprendizados

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