Talline Sapatilhas
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Amigo imaginário

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Tenho reparado há alguns dias a Fernanda e hoje cheguei a uma conclusão: Ela tem uma amiguinho imaginário!
Conversa, argumenta, olha pro lado e responde!
Outro dia tive que colocar dois pratos na mesa para que ela comesse em paz. 
Ontem coloquei uma boneca na cadeirinha dela e imediantamente ouvi: – Não mamain, ele não quer a boneca aí!
E ao questionar quem seria “ele” a responda de imediato foi: – Meu amiguinho aí mamain!

Fiquei “encafifada” com isso e fui pesquisar sobre o assunto!

Descobri que normalmente este comportamente acontece mais tarde, por volta dos 4 anos de idade, mas que pode sim acontecer em crianças menores!

O amigo imaginário é uma forma da criança lidar com sua realidade. Algumas crianças usam bonecas ou ursos de pelucia para formar a imagem do amiguinho, outras cantarolam, algumas ainda falam “sozinhas” respondendo suas próprias perguntas. Mas o comum mesmo é que a criança crie uma imagem que corresponda a seus anseios e satisfaça suas “vontades”, uma pessoa só dela, que nem sempre é uma criança e que se você pedir para que ela descreva, pode ser que se pareça com alguém próximo que ela tem intimidade ou até com um de ses desenhos animados favoritos.

Calma! Um amigo imaginário não é ruim! É sinal de que seu filho é criativo! Crianças inteligentes tendem a ter amigos imaginários e até dividem com eles suas proezas: -Mãe, quem fez foi o “fulano” e não eu!
Isso também é mais comum nos primeiros filhos, que são mais sozinhos!

Quando esta hora chegar (se chegar) não questione, nem renegue, apenas ensine-o o correto sempre!
Não finja que vê o amigo, nem o inclua nas conversas, mas também não afirme que ele não existe!

O abandono!
Por volta de 7 a 8 anos é a hora de o amigo imaginários dar tchau! Nesta idade a criança já tem outras formas de interagir com a realidade.
Se este acontecimento está demorando por aí, é melhor investigar os motivos pelos quais seu filho insiste no mundo paralelo e um psicólogo é o profissional que pode te ajudar neste momento.

Amigos imaginários ajudam a deixar seu filho mais confiante nas suas próprias decisões. Pode parecer estranho mas é normal, fique tranquilo e permita este mundo de faz de conta!

Para ajudar:
Um livro
Memórias de Um Amigo Imaginário (Matthew Dicks, Id Editora) – O livro é narrado sob o ponto de vista de Budo, amigo imaginário do garoto autista Max. É uma história que trata o poder de um amigo, seja ele real ou não.

Um desenho
Mansão Foster para Amigos Imaginários (Cartoon Network) – Conta a história de Mac, um menino de 8 anos que é obrigado pelos pais a abandonar Bloo, seu amigo imaginário. Para não desaparecer, ele muda-se para uma mansão onde vivem vários companheiros “invisíveis”.

Uma tirinha
Calvin e Haroldo – Criada em 1985, a série de tirinhas escritas e ilustradas pelo autor americano Bill Watterson é sucesso no mundo inteiro até os dias de hoje. As enrascadas que Calvin apronta para seu tigre de pelúcia imaginário e supersincero são a grande sacada das histórias.

Um filme
Uma Família em Apuros (2012, FOX Films) – Apesar de não ser o enredo central, você vai dar muitas risadas com as aventuras de Barker, 5 anos, e seu canguru imaginário. É uma boa oportunidade para entender esse momento de transição entre fantasia e realidade.
Ah tem também o Wilson do filme Náufrago que de certa forma era um grande amigo!

E você, teve um amigo imaginário?
Eu tive, uma menininha linda que aparecia vez ou outra, principalmente quando eu tinha algum problema ou estava triste e hoje, pelo visto, minha filha já tem um parceirinho fruto da sua imaginação! Se tiver alguma cena que vale registrar eu volto aqui contar para vocês!

Fonte de apoio: Revista Crescer

Sobre o Autor

Geisa Simonini

Uma escorpiana geniosa, brava e determinada. Estudei Administração e Marketing e sempre atuei na área comercial e de eventos. Tenho uma cabecinha cheia de idéias e adoro trabalhar com pessoas, afinal para mim, tudo que a vazio de pessoas não faz muito sentido. Sou doidinha por redes sociais e ligada 24 horas por dia, sabe aquela pessoa que não pára? Essa sou eu!
Mas se for para me resumir mesmo: Sou a mãe da Fernanda (e da Camille que ainda está no forninho) e da função de mãe nasceu esse blog onde compartilho com vocês nossas histórias, dia-a-dia e aprendizados

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