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Relato de Parto: Cesáreas (Ana Paula, 3 filhos)

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O relato, ou melhor, os relatos de hoje, são da Ana Paula, mãe de 3 filhos, os 3 nasceram de cesariana, a Ana não se sente menos mãe por conta de como os filhos nasceram, pelo contrário, se orgulha de ser mãe de 3 filhos lindos e saudáveis, é assim que tem que ser!



Tenho 42 anos e três filhos. Os três nasceram de parto cesárea.
Tive o primeiro com 23 anos, a segunda com 26 e a terceira com 35 anos.Cada um foi diferente do outro. 
Não quero fazer apologia a nada e somente relatar como foi cada gestação e cada experiência.

As três gestações foram normais, sem nenhuma intercorrência. Nada de enjoos, sangramentos, apenas sono, muito sono. 

PRIMEIRO FILHO: 


Com o primeiro filho, mãe inexperiente que era, até sonhava em passar com a experiência de um parto normal, mas caso não desse, não seria uma frustração. Não era o foco. 
Estava com 39 semanas e na última consulta a médica havia marcado para uma segunda-feira fazer o exame do líquido para ver a sua maturidade (acho que é isso).
No domingo que antecedia a data marcada, de manhã, minha bolsa estourou. Fiquei  super tranquila, pois havia lido que após isso acontecer ainda demoraria um tempo para aparecerem as contrações.  Levantei, tomei café, limpei toda a casa e fui para casa da minha mãe almoçar. 
Chegando lá comentei o que havia acontecido e minha mãe, desesperada, ligou para  minha médica, que logo mandou que fosse encontrá-la no hospital e caso não tivesse almoçado, não comesse nada .
Chegando no hospital, fui examinada e a médica disse de pronto que eu não teria dilatação e já me mandou fazer o preparo para a cesárea, pois como a bolsa rompeu de manhã, não poderia esperar tanto tempo. 
Não contestei a determinação dela. Fiz todo o preparo e fui para a cirurgia. Meu marido não pode assistir.
Tomei a peridural, mas como tive um problema de sangramento relacionado à placenta, me deram depois anestesia geral e não vi o bebê (aliás, só descobri o sexo na hora do parto). Fui vê-lo horas depois no quarto. Fiquei dois dias internada. A médica ainda me disse que graças a Deus optamos pela cesárea de pronto, pois essa intercorrência do sangramento,  se tivesse acontecido durante o trabalho de parto, poderia ter causado consequências piores.
Já em casa sentia algumas dores, mas como era o primeiro filho, fiquei na casa de minha mãe, que me ajudou em tudo. Então, não posso falar que foi uma recuperação sofrida. Usava a cinta e isso amenizava as dores. Foi uma recuperação tranquila.  

SEGUNDA FILHA:


A médica era a mesma. Com 38 semanas marcamos a cesárea, pois ela havia dito que, se o primeiro parto foi assim, os demais também seriam, pois eu não teria dilatação. 
No dia marcado para a cirurgia, antes de me internar, fui passear no shopping, assisti um filme e fui para o hospital. Todo o procedimento feito, anestesia peridural, vi a bebê nascer. |Meu marido assistiu o parto desta vez e filmou tudo. 
 Não houve nenhuma intercorrência. Somente depois no quarto tive uma crise feia de gases e sofri demais com dores até que conseguisse ir ao banheiro. 
Após três dias de internação, fui direto para minha casa. Não precisei da ajuda de ninguém. 
A recuperação foi muito melhor do que a primeira. Fazia tudo sozinha, inclusive serviços  de casa e no mesmo dia da alta, à tarde, precisei ir à farmácia e já dirigi. 
Particularmente, tenho uma certa resistência da dores.  Me recordo que com 15 dias de cirurgia, ainda com pontos, louca que sou, fui ao sítio de meus sogros num final de semana e até andei a cavalo (não aconselho isso a ninguém kkkk). 

TERCEIRA FILHA: 


Troquei de médica por causa de mudança do convênio. Mas praticamente tudo igual. 
Numa das consultas finais, quando estava com 38 semanas, a médica disse que ouviu um batimento cardíaco do bebê diferente e me mandou na hora fazer uma cardiotoco e ultrassom. 
Saí do consultório e fui fazer os exames. O resultado era que o bebê estava com uma circular no pescoço e, conforme se mexia, o cordão apertava e por isso os batimentos variaram. 
Assim, marcaram a cesárea para o dia seguinte. Cheguei no hospital na hora marcada, fiz o preparo, fui para a mesa….. tudo igual…… ela nasceu ….. já foi para o quarto comigo e três dias depois já estava em casa fazendo tudo.
Em todas as gestações não cheguei a entrar em trabalho de parto e não sei como é a dor de uma contração.
Resumindo: Se tivesse o conhecimento que tenho hoje, talvez tivesse brigado ou sido mais firme na decisão de ter um parto normal, mas não me arrependo por isso. Não me importa muito como foi a forma escolhida para eles nascerem. Não me acho menos mãe do que aquela mãe que teve seus filhos de parto normal. Fico feliz em vê-los hoje bem, saudáveis e felizes.  

Ana Paula, mãe do Lucas, da Ana Clara e da Duda.

Se você quer compartilhar seu relato de parto conosco, envie um e-mail para geisa.simonini@gmail.com. Vamos adorar!

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Sobre o Autor

Geisa Simonini

Uma escorpiana geniosa, brava e determinada. Estudei Administração e Marketing e sempre atuei na área comercial e de eventos. Tenho uma cabecinha cheia de idéias e adoro trabalhar com pessoas, afinal para mim, tudo que a vazio de pessoas não faz muito sentido. Sou doidinha por redes sociais e ligada 24 horas por dia, sabe aquela pessoa que não pára? Essa sou eu!
Mas se for para me resumir mesmo: Sou a mãe da Fernanda (e da Camille que ainda está no forninho) e da função de mãe nasceu esse blog onde compartilho com vocês nossas histórias, dia-a-dia e aprendizados

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