Talline Sapatilhas
Uncategorized

Eu não mereço ser estuprada, ninguém merece!

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 0 Flares ×

O IPEA divulgou uma pesquisa sobre ESTUPRO na qual o resultado aponta dados absurdos!

Eu nem confio tanto assim nessa pesquisa, acho que os dados não foram coletados corretamente e a análise foi um tanto quanto errônea, mas diante da repercussão que tudo isso atingiu eu me senti no direito e no dever de falar e desabafar sobre o tema. Vem comigo?


A tal pesquisa mostra que as mulheres são responsáveis por sofrerem abusos sexuais, levando em consideração seu comportamento e vestimentas!
Opa, peraí! Agora eu sou induzida a achar que tenho que usar burca para não ser vulgar e nem provocar um abuso contra mim? Ah vá!
Quem vê isso pensa que uma muçulmana no auge dos seus costumes mega conservadores nunca sofreu nenhum abuso! Somos todas mulheres, iguais independente dos costumes!
Gente, isso é um absurdo! É terrível a sociedade ainda acreditar em algo assim!
Para mim ainda fica claro que a população acredita nos direitos da mulher de ser respeitada e mais claro ainda que muitos desejam a pena de morte ou prisão perpétua para um estuprador, e sim, este número é maior do que o número de pessoas cegas e podres que acham que uma saia curta é um pedido de agressão.
IPEA meu querido, você por favor reveja como formular e tabular uma pesquisa antes de sair por aí criando polêmica! Não que não seja um instituto confiável, mas qualquer pesquisa deve ser feita com prudência e levando em consideração o público que responde e que irá recebê-la!

Maaaaaaaaas eu não quero falar sobre a tal pesquisa, para saber mais sobre ela é só olhar no google que você fica por dentro, eu quero falar sobre a campanha criada pela jornalista Nana Queiroz, a campanha #eunaomerecoserestuprada e quero falar sobre o alvoroço momentâneo que se criou. É tipo: o gigante da indignação acordou novamente! Mas será que ele vai ali dormir daqui a pouco?

A jornalista com base nos resultados dessa tal pesquisa foi ás redes sociais e criou uma campanha defendendo que mulher nenhuma merece ser abusada. E foi com a seguinte foto que a tal campanha começou:

“Rápido, milhares de pessoas – mulheres, homens, famílias inteiras – se mobilizaram e aderiram ao pedido de dar um basta à violência sexual. E, com a mesma força, vieram respostas que Nana não imaginou: ofensas e até ameaças.
“Cinco minutos depois eu já tinha uma ameaça de estupro, dez minutos depois eu já estava num site pornô pedindo para ser estuprada, minha foto manipulada. Eu estava com os braços escritos – ‘não mereço ser estuprada’. Eles apagaram o ‘não’ – e colocaram ‘mereço ser estuprada’”, conta a jornalista.

As mensagens são muito agressivas, algumas defendem a prática do crime de estupro. Um deles deixou a jornalista, particularmente chocada: num perfil, que já foi apagado, um homem disse que já tinha cometido o crime e faria de novo. Ela decidiu dar queixa na Delegacia da Mulher. E espera que os responsáveis sejam localizados e punidos.”
(Fonte: g1.com/fantático)

Medo, indignação e outros sentimentos tomaram conta de mim diante disso tudo!
Será mesmo que nós precisamos chegar ao fundo do poço do bom-senso?
Será mesmo que precisamos expor nossos pudores e inteligência desta forma?
Será mesmo que precisamos falar que Não merecemos tamanha agrassão?
Pois é… nossa sociedade alienada precisa dessa confirmação e é isso que me incomoda!

Eu e a Fernanda tiramos uma foto para o vídeo colaborativo do Fantástico deste domingo 30/03/2014 e com esta foto eu quero dizer que a agressão vai muito além, ela é verbal, corporal, ela é psicológica, na nossa foto eu amamentava o que para muitos é uma exposição absurda para a qual alguns lugares já se manifestaram ser contra mas para mim, amamentar não tem nada de vulgar, nada de exposição, é natural, é vital, é normal! Assim como para muitas mulheres a roupa não é uma forma de se expor!

Com a nossa foto eu quero mostrar que muitos que criticaram a tal pesquisa acabam agindo parecido em outras situações, aonde agride, aonde machuca!
Claro, a agressão física que um mulher estuprada sofre, não é de longe comparada as agressões verbais que já sofri por amamentar em todo e qualquer lugar, mas quem faz pouco, muitas vezes também faz muito!

A agressão começa desde pequeno quando pais enfiam na cabeça de seus filhos que o rosa é de mulherzinha e o azul de homem, que a boneca não pode ser tocada pelo menino e que menina não pode brincar de carrinho. É bem aí que começam a se formar seres humanos egoístas, donos de suas razões absolutas e extremamente repreendidos!

A agressão começa quando a criança é hostilizada por ser gordinha, magrela, usar óculos ou possuir algo que aos olhos da sociedade foge os parâmetros da normalidade!

Portanto eu quero deixar aqui a minha opinião:
Temos sim que manifestar, temos sim que mostrar que não concordamos com a tal maioria que nos é enfiada garganta abaixo, temos sim que nos revoltar com aquilo que fere nossos pudores, nossos limites e principalmente a nossa liberdade. 
Mas antes de tudo isso temos que agir, temos que mostrar quem somos e ao que viemos.
Temos que ser aquilo que queremos que todos sejam.

No caso do estuprador: Você quer mesmo que sua mulher e filha sejam estupradas, invadidas e questionadas sobre as roupas que usam e costumes que tem?
E nos demais casos: Você é a mudança que você quer ver?

(Foto DAQUI)

Fotos daqui: http://acidblacknerd.wordpress.com/2014/03/30/a-farsa-da-pesquisa-do-ipea-que-indica-que-mais-da-metade-dos-homens-cre-que-as-roupas-curtas-das-mulheres-incentivam-o-estupro/

Sobre o Autor

Geisa Simonini

Uma escorpiana geniosa, brava e determinada. Estudei Administração e Marketing e sempre atuei na área comercial e de eventos. Tenho uma cabecinha cheia de idéias e adoro trabalhar com pessoas, afinal para mim, tudo que a vazio de pessoas não faz muito sentido. Sou doidinha por redes sociais e ligada 24 horas por dia, sabe aquela pessoa que não pára? Essa sou eu!
Mas se for para me resumir mesmo: Sou a mãe da Fernanda (e da Camille que ainda está no forninho) e da função de mãe nasceu esse blog onde compartilho com vocês nossas histórias, dia-a-dia e aprendizados

Publicidade

Parceiros

Siga-nos no Instagram

Voltar ao topo