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Exterogestação (Cuidados com o recém nascido)

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De todos os mamíferos o ser humano é o que nasce mais frágil e vulnerável! Os bebês humanos exigem mais atenção, cuidados e meios de adaptação.

É como se todos nascêssemos pré-maturos, com o cérebro ainda em desenvolvimento, por isso quando nascemos não podemos andar assim como outros mamíferos.
No entanto, o cérebro humano é o que se desenvolve com mais rapidez pós o nascimento: até os 12 meses.
Você já ouviu falar em Exterogestão?


A gestação é dividida em 3 trimestres, mas existe uma teoria que acrescenta um quarto trimestre que são os três primeiros meses do bebê, está é a teoria da exterogestação, aonde o bebê nasce tão imaturo que precisa deste tempo para continuar a se desenvolver, já que nós mamães não podemos colocá-los na barriga quando eles precisarem e quiserem correr deste mundo.
O que nos resta é reproduzir as condições que os babies tinham antes de nascer e tentar chocá-los o menos possível. E assim daremos à eles mais três meses para se adaptarem.


“Em algumas culturas, como tribos indígenas, os bebês raramente choram por longos períodos e não há sequer uma palavra que signifique “cólica”. As mães carregam os bebês junto ao corpo, com um aparato semelhante a um “sling”, mesmo quando saem para a colheita. A relação mãe-bebê é considerada sacrossanta, eles permanecem juntos o tempo todo. O bebê tem livre acesso ao seio materno e vê o mundo do mesmo ponto de observação que sua mãe.
Nossa cultura ocidental não permite um estilo de vida idêntico ao de tribos primitivas, mas podemos tirar lições valiosas sobre como ajudar nossos bebês na adaptação à vida extra-uterina.”
“Alguém já viu filho de índio dependente? “Ah mãe! Pesca aqui pra mim?”. Não, né? Então definitivamente não será isso que transformará meu filho em alguém dependente/independente.”  (Roteiro Baby)
A nós como mães e aos papais cabe dar muito colo, muito carinho, atenção e atender as demandas do bebê!

O uso do Sling ao invés de tentar deixar o bebê no berço pode ajudar bastante!
A criação com apego também tem maiores chances de “criar” uma criança menos chorona.

O Dr. Karp desenvolveu um método para acalmar o bebê até os três meses de idade. Este método consiste em 5 atitudes que visam reproduzir o ambiente uterino e acalmar os bebês!
1- Pacotinho, casulo, charutoBebês podem ser embrulhados assim que nascem. Apertadinhos, de forma que não mexam os braços. Eles se sentem confortáveis, “de volta ao útero”.
2 – Posição de ladoQuanto mais nervoso seu bebê estiver, pior ele fica quando colocado sobre as costas. Segurar o bebê de lado ou com a barriga tocando os braços do adulto ajuda a acalmá-lo. Carregar o bebê num sling, com a coluna curvada, encolhidinho e virado de lado, tem o mesmo efeito. 
3- Shhhhh Shhhhh… Chiado. Para bebês novinhos, “shhh” é o som do silêncio. Ele estava acostumado a ouvir tal som 24 horas por dia, tão alto quanto um aspirador de pó.
4- Balanço. O balanço imita o movimento que o bebê sentia no útero materno e ativa as sensações de “movimento” dentro dos ouvidos, que por sua vez ativam o reflexo de acalmar. 
5- Sucção.  A amamentação em livre demanda também é recomendada para suprir a necessidade de sucção não-nutritiva. Alguns especialistas orientam às mães a darem chupetas para isso, mas ainda que a chupeta seja oferecida ao bebê, não deve ser introduzida nas 6 primeiras semanas de vida, quando a amamentação ainda está sendo estabelecida.

Tem vários vídeos no Youtube sobre esta técnica, você pode vê-los clicando AQUI.

Outros médicos dizem que este método trata o bebê como um objeto e que as atitudes vão muito além disso envolvendo o psicológico do bebê e dos pais. O bebÇe que sofre com a vida fora do putero e os pais que muitas vezes passam isnegurança e desespero ao seus pequenos, mesmo que isso seja inconsciente. Estes pediatras alertam: O choro exagerado pode ser algo errado e em alguns casos especialistas podem ajudar, em outros basta que os pais entendam que eles precisam adaptar ao bebê e não o contrário.

“O choro e a birra são alterações comportamentais que refletem o momento daquela família. Vá ao pediatra e discuta com ele a abordagem, ansiedades, necessidade e dificuldade no seu reconhecimento e solução.”
Dr. Celso Terra – Médico da UTI Pediátrica do Hospital Israelita Albert Einstein e coordenador da Rede de Proteção à Mãe Paulistana da Secretaria Municipal da Saúde

Aqui em casa não sofri tanto com isso. A Fernanda foi um recém nascido extremamente quieto, não deu trabalho em relação ao choro exagerado.
E nas poucas vezes que tivemos uma crise de choro a solução foi muito colo e amamentação em livre demanda e um ambiente mais tranquilo que já foram suficiente para nos devolver a paz e deixar a pequena calminha.
Outra coisa que nos ajudou muito foi o uso do sling e a Criação com apego como citei acima, ela sempre dormiu melhor na nossa cama do que nos berço, aonde chorava muito e sofria para dormir, e com isso até hoje dorme conosco.
Pode ser que isso tenha influenciado em tudo e hoje ela seja uma criança muito segura e independente mas que é extremamente apegada a nós.

Sabe o que eu acho?
Que cada família deve levar em consideração o ambiente em que vive, o psicológico como um todo e ver o que pode ser feito por um ser tão pequenino que é extremamente dependente.
Cada um sabe aonde está a ferida, basta ter calma, auto-controle e pensar em conjunto.

Não é fácil manter estes pequenos tesouros tranquilos, mas nós somos capazes, afinal não é àtoa que somos chamados de pais (ser com super poderes).

Beijooooo!

Sobre o Autor

Geisa Simonini

Uma escorpiana geniosa, brava e determinada. Estudei Administração e Marketing e sempre atuei na área comercial e de eventos. Tenho uma cabecinha cheia de idéias e adoro trabalhar com pessoas, afinal para mim, tudo que a vazio de pessoas não faz muito sentido. Sou doidinha por redes sociais e ligada 24 horas por dia, sabe aquela pessoa que não pára? Essa sou eu!
Mas se for para me resumir mesmo: Sou a mãe da Fernanda (e da Camille que ainda está no forninho) e da função de mãe nasceu esse blog onde compartilho com vocês nossas histórias, dia-a-dia e aprendizados

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