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Dislalia, troca de letras na fala! ( A síndrome do Cebolinha)

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Você com certeza conhece o Cebolinha, personagem da Turma da Mônica que tem língua presa, não é? A síndrome do Cebolinha chama-se Dislalia que é o distúrbio mais comum entre as crianças e também um dos mais fáceis de diagnosticar.
Trata-se de uma dificuldade em articular corretamente algumas palavras, seja pela omissão, troca, substituição, distorção ou acréscimo de fonemas, o que faz com que a pessoa pronuncie incorretamente certos fonemas ou grupos de fonemas. 

Assim, a criança portadora dessa alteração troca as palavras por outras similares na pronúncia como, por exemplo: “toto” no lugar de cocô; “mamadela” ao invés de mamadeira; usa “biito” para bonito; etc. 
As trocas mais comuns são: 
– P por B;  F por V; T por D;  R por L; F por S; J por Z;  X por S.
Em geral, a fala do dislálico flui normalmente, embora possa tornar-se ininteligível em casos muito graves. Os pais ou cuidadores que mais convivem com a criança acaba se habituando e entendendo com mais facilidade as pronuncias, por isso, é necessário contar com a ajuda profissional cedo, quando ainda achamos normal!

Existem quatro tipos de dislalias:

1. Evolutiva: considerada como normal até por volta dos quatro anos de idade e geralmente se corrige por si mesma.
2. Funcional: em que ocorre a substituição ou eliminação das letras durante a fala.
3. Audiógena: ocorre em pessoas com deficiência auditiva.
4. Orgânica: decorrente de alterações físicas ou cerebrais.
 
Quais são as causas da dislalia?
As dislalias podem ser orgânicas ou funcionais. Deve-se fazer com o paciente dislálico uma pesquisa física dos órgãos responsáveis pela emissão das palavras e da audição para determinar se são ou não normais. 
As dislalias orgânicas podem resultar de malformações congênitas, tais como o lábio leporino, de traumatismos dos órgãos fonadores, de alterações da inervação desses órgãos, de línguas hipotônicas (flácidas), de alterações na arcada dentária ou de dificuldades respiratórias. 
Por outro lado, certas dislalias são devidas a enfermidades do sistema nervoso central. Quando não se constata nenhuma alteração física, a dislalia é chamada funcional, que pode acontecer por hereditariedade, imitação ou a alterações emocionais. 
Muitos fonoaudiólogos consideram que a dislalia é sempre funcional e nunca neurológica.
 
Em crianças hipercinéticas é comum que se observe uma dislalia, assim como nos deficientes mentais. Nesses últimos, a dislalia às vezes é tão grave a ponto de a linguagem deles só ser compreensível pelo grupo familiar. Crianças que usam chupeta, chupam dedo ou usam mamadeira por muito tempo são mais propensas a apresentar dislalia, provavelmente porque esses hábitos causam maior flacidez muscular e posturas inadequadas da língua.
 
Quais são os principais sinais e sintomas da dislalia?
O sintoma principal é a troca de determinados fonemas por outros semelhantes. A dislalia pode afetar também a escrita, gerando uma disgrafia.
 

Quando devo me preocupar?

Até os quatro anos, mais ou menos, os erros não devem causar preocupações porque eles tendem a se autocorrigir, mas depois dessa fase merecem atenção.
 

Como tratar a dislalia?

O tratamento da dislalia, depende de cada caso, e pode ser caso de otorrinolaringologista, de fonoaudiólogo ou de psicopedagogo ou mais frequentemente caso para uma equipe multiprofissional. 
Toda criança por volta do quatro anos de idade deveria passar por um oftalmologista e um otorrinolaringologista para descarta problemas de visão e audição ou encaminahr ao tratamento adequado.

Como prevenir a dislalia?

Nunca ache graça ou diga que é bonitinho se seu filho ou qualquer criança fala “errado” mas pior que isso é ridicularizá-la e rir das pronuncias.
Devem, também, evitar os diminutivos e uma forma infantilizada de falar com a criança e elogie-a quando ela falar certo, mas não a critique quando falar errado, tente repetir a palavra da forma correta.
 
Cada criança reage de uma forma, algumas ficam nervosas ao perceberem que estão falando errado, outras nem percebem, por isso, tente manter a naturalidade caso seu pequeno tenha dislalia, com o tempo ou ajuda de um profissional tudo se ajeita.
Por aqui, até agora (aos quase 4) etá tudo em ordem, tirando o R que ela ainda não fala em algumas palavras, mas isso acontecia com o ‘s’ e do nada ela começou a falar certinho, então seguimos apenas observando!
Meu irmão tinha a “língua presa” e todo mundo falava que ele teria que operar mas não foi necessário, com um ano de acompanhamento com a fonoaudióloga, ele aprendeu tudinho!
Enfim, cada caso é um caso!
 
Leia sobre a experiência da Camila com Dislalia aqui >> http://www.mammys.com.br/2014/10/troca-na-fala-sera-que-e-normal.html?m=1
 
Espero que tenham entendido um pouco mais sobre Dislalia!
Lembrando que esse texto em hipótese alguma substitui uma consulta médica!
 
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Sobre o Autor

Geisa Simonini

Uma escorpiana geniosa, brava e determinada. Estudei Administração e Marketing e sempre atuei na área comercial e de eventos. Tenho uma cabecinha cheia de idéias e adoro trabalhar com pessoas, afinal para mim, tudo que a vazio de pessoas não faz muito sentido. Sou doidinha por redes sociais e ligada 24 horas por dia, sabe aquela pessoa que não pára? Essa sou eu!
Mas se for para me resumir mesmo: Sou a mãe da Fernanda (e da Camille que ainda está no forninho) e da função de mãe nasceu esse blog onde compartilho com vocês nossas histórias, dia-a-dia e aprendizados

1 Comentário

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  • Nunca tinha ouvido falar sobre este problema. Sempre pensei que fosse simplesmente "língua presa". Tenho uma prima que algumas coisas erradas. Vou compartilhar para ver se ela já ouviu falar disto!

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