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TOC: o que é, como identificar e como tratar

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Lavar as mãos várias vezes ao dia, sentir necessidade de alinhar objetos e criar rituais para aliviar a tensão, podem não ser apenas manias, mas sim um distúrbio psiquiátrico de ansiedade mais comum do que se imagina, o TOC – Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

Pessoas que sofrem com o transtorno convivem com pensamentos ideias e impulsos que ajudam a elevar o nível de ansiedade.  Também chamadas de obsessões, esses pensamentos podem levar à compulsão, onde o paciente executa atividades com regras rígidas e pré-estabelecidas repetidas vezes durante o dia para prevenir, reduzir ou controlar a crise de ansiedade.

Além disso, é muito comum pacientes com TOC acreditarem que, se deixarem de cumprir tal ritual, algo terrível poderá acontecer.

Para saber mais sobre esse transtorno que atinge cerca de 2 milhões de brasileiros,  entrevistamos Aline Sabino, psiquiatra na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo:

Como diferenciar o TOC de uma mania?

Quem tem TOC pode ser confundido com uma pessoa “cheia de manias” porque normalmente ocorrem alguns comportamentos compulsivos, como obsessão por limpeza, organização, simetria e colecionismo.

A diferenciação entre eles é feita com base no quanto essas manias comprometem a vida social e ocupacional da pessoa, na intensidade dos sintomas, assim como o tempo e os prejuízos decorrentes dos pensamentos e rituais compulsivos.

Existe um perfil mais propenso a apresentar esse transtorno?

A doença afeta predominantemente os jovens, mas ela também pode aparecer na infância e após os 40 anos. O TOC que começa na infância é mais comum entre os meninos e tende a ser mais grave, principalmente, se for associado a tiques ou TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Já nos adultos, acomete homens e mulheres na mesma proporção.

Quais os sintomas mais comuns?

Na maioria dos casos, os sintomas são de intensidade leve, mas quando não tratados, podem se tornar graves e incapacitantes. Eles se manifestam através de pensamentos obsessivos que invadem a mente da pessoa e, para aliviar ou neutralizar esses pensamentos, ocorrem os rituais compulsivos.

É mais frequente observar ideias obsessivas de contaminação e compulsão por limpeza, verificação, pensamentos repugnantes, ideias de simetria, compulsão pela ordem e colecionismo. Pode haver também manifestações emocionais, como medo, ansiedade, culpa, depressão, comportamentos evitativos, indecisão, lentidão motora, pensamentos negativos, catastróficos ou de morte, apreensão e hipervigilância. 

Infelizmente é muito comum o paciente sentir vergonha de falar sobre os sintomas e por isso nem sempre é possível identificar a doença logo na primeira consulta.

Como é feito o diagnóstico?

Para realizar o diagnóstico, é necessário verificar se as obsessões ou compulsões consomem um tempo razoável da pessoa, como tomar mais de uma hora por dia, causar desconforto clinicamente significativo e comprometer a vida social, ocupacional, acadêmica ou outras áreas importantes do dia a dia do paciente.

Além disso, os sintomas não devem estar atrelados ao efeito de uma substância, como medicamentos e entorpecentes, ou a outra condição médica. Assim como não podem ser consequência de doenças neurológicas.

Não há exames de imagem ou laboratoriais que identifiquem a doença. O diagnóstico é feito através da investigação clínica, avaliação do estado mental e entrevista com familiares.

O tempo para detectar o TOC pode variar, principalmente porque a intensidade dos sintomas é instável e tende a piorar quando a pessoa não se trata. Mas, em média, o paciente só recebe o diagnóstico e inicia o tratamento nove anos depois que os primeiros sintomas se manifestaram. 

Como é o tratamento?

O tratamento consiste em psicoterapia e acompanhamento com psiquiatra. Porém, outros profissionais, como o acompanhante terapêutico e o terapeuta ocupacional também podem ser grandes aliados no tratamento. Mas vale um alerta: se não tratada, a doença pode acompanhar o indivíduo ao longo de toda a sua vida, pois raramente o quadro melhora espontaneamente.

Recomendação final

Buscar ajuda de um profissional da área da saúde mental é sempre o melhor caminho. Somente ele vai saber avaliar a presença da doença e indicar os tratamentos adequados para cada caso. Se esconder nem sempre é o melhor caminho.

Fonte: Dra. Aline Sabino, psiquiatra na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

Sobre o Autor

Geisa Simonini

Uma escorpiana geniosa, brava e determinada. Estudei Administração e Marketing e sempre atuei na área comercial e de eventos. Tenho uma cabecinha cheia de idéias e adoro trabalhar com pessoas, afinal para mim, tudo que a vazio de pessoas não faz muito sentido. Sou doidinha por redes sociais e ligada 24 horas por dia, sabe aquela pessoa que não pára? Essa sou eu!
Mas se for para me resumir mesmo: Sou a mãe da Fernanda (e da Camille que ainda está no forninho) e da função de mãe nasceu esse blog onde compartilho com vocês nossas histórias, dia-a-dia e aprendizados

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