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Cardiopatia Congênita: 10 coisas que você deve saber!

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De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a cada 100 bebês nascidos vivos, um pode apresentar malformações congênitas, sendo 30% casos graves. No Brasil, cerca de 25 mil crianças precisam de algum tipo de intervenção cirúrgica para sobreviver. Há 30 anos lutando para melhorar estes índices, os cirurgiões cardíacos pediátricos Gláucio e Beatriz Furlanetto, fundadores do Instituto Furlanetto, elegem de maneira didática 10 coisas que todo mundo deve saber sobre a doença.


1) O que é, afinal, cardiopatia congênita?
São alterações na estrutura e função do coração que podem ser diagnosticadas no feto ou após o nascimento e podem causar alterações importantes no organismo, ou seja, o coraçãozinho do bebê pode não funcionar como deveria.

2) Quem pode ser afetado por esta doença?
Muitas vezes, nenhuma causa para a doença cardíaca pode ser encontrada. É possível que a ingestão de alguns medicamentos, álcool, contato com produtos químicos e infecções como a rubéola ou diabetes durante a gravidez possam contribuir.

3) Como diagnosticar as cardiopatias?
O acompanhamento médico por meio de pré-natal pode contribuir para o diagnóstico caso existam fatores que permitam a suspeita clínica de problemas cardíacos fetais ou o ultra-som morfológico suspeite de cardiopatia. Embora a doença cardíaca congênita esteja presente no nascimento, os sintomas podem não aparecer imediatamente. Alguns defeitos podem não causar problemas por muitos anos ou mesmo nunca se manifestar. Mas, alguns sinais podem indicar anomalias cardíacas e os pais devem procurar um médico imediatamente.

4) Existem exames específicos para diagnosticar cardiopatias?
Vale destacar o Ecocardiograma fetal, que pode ser feito durante a gestação. Quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor. Desse modo, pode-se estabelecer com antecedência a conduta a ser tomada depois que o bebê nascer.
Outro teste pouco conhecido e que passou a integrar a triagem do Sistema Único de Saúde (SUS), em junho de 2014, é o “Teste do Coraçãozinho”, ou, Oximetria de pulso. O exame é capaz de detectar precocemente cardiopatias graves e diminui o percentual de recém-nascidos que recebem alta sem o diagnóstico de problemas que podem levar ao óbito ainda no primeiro mês de vida.

5) Qual o tratamento?
Cada diagnóstico tem um tratamento, por isso o medico sempre deve ser envolvido. Algumas doenças cardíacas congênitas podem ser tratadas com medicação apenas. Outras precisam ser tratadas com uma ou mais cirurgias cardíacas.

6) Existe cura?
Sim, algumas cardiopatias tratadas proporcionam a cura definitiva, outras, porém, necessitam de acompanhamento continuo e complementação com outros procedimentos cirúrgicos ou hemodinâmicos. Crianças que passaram por um tratamento e cirurgias podem levar uma vida normal. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhores as chances.

7) Como prevenir?
Mulheres que estão esperando um bebê devem fazer um pré-natal adequado, além de:
• Evitar álcool e drogas;
• Consultar o médico antes de tomar qualquer medicamento;
• Fazer um exame de sangue no início da sua gravidez para ver se está imune à rubéola;
• As mulheres grávidas que têm diabetes devem tentar fazer controle dos seus níveis de açúcar no sangue;
• O fator genético pode desempenhar um papel na doença cardíaca congênita, por isso, o médico deve saber do histórico familiar.

8) O parto tem alguma característica especial?
Não, mas, procurar por um hospital com área cirúrgica especializada pode fazer a diferença, já que algumas crianças são operadas horas após o parto.

9) É possível diagnosticar a doença após o nascimento?
Sim, muitas vezes, até na vida adulta. Recomenda-se observar:
• se a criança larga várias vezes o peito ou a mamadeira durante as mamadas;
• se respira com dificuldade e parece cansada;
• se apresenta suor intenso, principalmente na cabeça;
• se as unhas e lábios estão com a cor azulada (roxinha);
• se há dificuldade para ganhar peso;
• inchaços, irritabilidade e palidez também podem ser levados em conta;
• respiração acelerada, com ou sem esforço;
• facilidade de pegar infecções pulmonares.

10) Como posso ajudar outras pessoas?
Compartilhando informação, orientando-as a procurar um médico e, claro, dando muito carinho e amor.
É sempre fundamental reforçar que em caso de duvidas, o paciente deve procurar por um médico.

Se quiser saber mais sobre o tema visita a Fanpage do Instituto Furlanetto

Sobre o Autor

Geisa Simonini

Uma escorpiana geniosa, brava e determinada. Estudei Administração e Marketing e sempre atuei na área comercial e de eventos. Tenho uma cabecinha cheia de idéias e adoro trabalhar com pessoas, afinal para mim, tudo que a vazio de pessoas não faz muito sentido. Sou doidinha por redes sociais e ligada 24 horas por dia, sabe aquela pessoa que não pára? Essa sou eu!
Mas se for para me resumir mesmo: Sou a mãe da Fernanda (e da Camille que ainda está no forninho) e da função de mãe nasceu esse blog onde compartilho com vocês nossas histórias, dia-a-dia e aprendizados

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