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Será que é só uma palmada?

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Foi aprovado esta semana o projeto da Lei Menino Bernardo, ou popularmente, a” lei da palmada”, falta a presidente Dilma sancionar para que vire lei! Este projeto divide muitas opiniões e está gerando polêmica!

O que você pensa à respeito? O que eu penso a respeito?


Não que a tal lei vá acabar com a violência e os problemas a cerca dela na sociedade mas é um passo a mais e eu sou sim à favor de punição legal para pais que batem nos filhos!
Além de não educar o castigo físico causa baixa estima e insegurança e põe medo na criança que passa por isso. Seu filho não irá te Respeitar, ele vai ter apenas medo da sua reação .
Me irrita quando alguém diz que apanhou e não morreu. Você fez ou deixou de fazer tantas coisas que hoje são vistas de forma diferente e não morreu, então porque apenas nessa você usa um argumento tão “barato”?


Eu não serei arrogante e nem vou fazer cara de paisagem… sim, eu já dei umas palmadas na minha filha e isso muito me envergonha, mas, é justamente por ter dado essas palmadinhas que eu penso que a lei está correta.
Você que não tem um filho, não imagina o quanto esses pequenos brilhantes nos colocam no limite de nossa razão! Filhos vivem testando nossa paciência, nos colocando no ápice do auto-controle a a beira da loucura mas por aqui a palmada, assim como os gritos vem quando eu já perdi o controle da situação, ou seja, se perdeu o controle já não tem mais capacidade de raciocínio e pode sem querer acabar passando dos limites. 
Ao contrário do que você, que acredita que uma palmada é só uma palmada, pensa, muita agressão física começou com uma palmadinha em um momento de birra!
Todas as vezes que eu dei uma palmadinha ou gritei (para mim o grito é algo extremamente traumatizante para uma criança, ele assusta e amedronta) eu chorei, me arrependi, pois, graças à Deus eu pude perceber à tempo que não consegui nada com isso e ler sobre esta lei me fez refletir e tentar mudar algumas atitudes, ser menos permissiva, porém menos explosiva!

“Não estamos falando daquela palmadinha leve, de baixo para cima, que alguns pais ainda usam. Estamos falando de clavículas deslocadas por um puxão, de um olho roxo, de hematomas sérios”. diz Surita, redatora da Lei.


Sim, muitos pais passam dos limites sem querer. Nem todo mundo que espanca queria fazê-lo ou planejou isso! O momento de nervoso transforma uma palmada em machucado físico e na alma.
Eu apanhei da minha mãe, levei váárias palmadas, me lembro de uma época que meu irmão chegava do colégio e já perguntava qual seria a palmada do dia, mas do meu pai, isso foi raridade, aliás “palmada” mesmo, foi uma única vez e eu me lembro com exatidão de tudo, dos gritos, da dor e principalmente de como em segundo o pai carinhoso virou um monstro que me deixou com uma marca roxa e com uma cicatriz na alma pra vida toda e é isso que eu não quero pra minha filha, que sinta medo, que ela deixe de nos ver como pessoas que querem seu bem.
Meu pai sempre foi muito severo, cheio de jeitos só dele que nos enchiam de medo mas de respeito, mas desse dia em diante o medo de apanhar foi tão grande que muitas vezes eu até falei: – Vou fazer para não apanhar mas você está errado!
Para mim, é como se tudo se invertesse e o sentido de ter um filho fosse embora junto com a agressão. 

Temos que entender que educar vai além de ensinar nossos filhos a não fazer algo errado, consiste em mostrar os motivos pelo qual ele não deve fazer!

Se seu filho fizer algo errado na rua e apanhar você vai achar legal? Se os outros que não o amam como você não podem bater, porque você que é referência de amor pode?
Batendo você ensina a bater, deixa de lado o diálogo e mostra que existem outras formas de resolver as situações da vida.


Para mim, a lei irá deixar a população mais ligada já que a “palmada” aqui no Brasil é algo cultural e muitas vezes passa como normal, não vai acabar com as cenas de palmadas até porque a própria lei nem cita a tal palmada, ela proíbe castigo físico que cause lesão e/ou sofrimento.

“Nosso objetivo é construir uma cultura de paz, onde todos aprendam desde cedo que a violência não é necessária para resolver impasses. A criança que apanha em casa reproduz esse comportamento e bate em alguém na escola ou se torna um agressor quando alcança a idade adulta”, diz a coordenadora da ONG Não Bata, Eduque, Márcia Oliveira. “Ninguém concorda quando um motorista que levou uma fechada no trânsito reage dando um tiro. E isso acontece graças à cultura de violência que nós vivemos”.

E você? O que pensa sobre a lei da Palmada!

Sobre o Autor

Geisa Simonini

Uma escorpiana geniosa, brava e determinada. Estudei Administração e Marketing e sempre atuei na área comercial e de eventos. Tenho uma cabecinha cheia de idéias e adoro trabalhar com pessoas, afinal para mim, tudo que a vazio de pessoas não faz muito sentido. Sou doidinha por redes sociais e ligada 24 horas por dia, sabe aquela pessoa que não pára? Essa sou eu!
Mas se for para me resumir mesmo: Sou a mãe da Fernanda (e da Camille que ainda está no forninho) e da função de mãe nasceu esse blog onde compartilho com vocês nossas histórias, dia-a-dia e aprendizados

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