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A importância da rotina no preparo da criança para a vida adulta

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A rotina é fundamental na vida da criança, já que é a partir dela que a criança se estrutura física e psiquicamente. A criança começa a entender a passagem do tempo a partir dos períodos associados à sua rotina de alimentação, estudo, brincadeira, descanso etc.



A Dra. Adriana Barboza, pediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica que a disciplina nos horários transmite para a criança segurança e tranquilidade, já que ela passa a saber antecipadamente o que acontecerá depois: “Por exemplo, a criança é deixada na escola. Esta angústia da separação é minimizada aos poucos, pois ela terá a certeza de que o pai ou a mãe voltará para pegá-la, pois todos os dias acontece desta forma. Ou quando a mãe senta ao seu lado, com a luz baixa no quarto, e conta uma história, a criança sabe que é hora de “desacelerar” para dormir. Ao contrário, quando a criança acorda no meio da noite e é levada para o quarto dos pais para dormir na cama deles, estabelece-se um novo hábito, inadequado, e que quanto mais prolongado, mais difícil de mudar.”

Manter uma rotina estável tem ainda outros benefícios para a saúde da criança. Dra. Adriana explica que, em relação à alimentação, a rotina com horários pré-estabelecidos faz com que a criança não passe pela sensação de “morrer de fome”: “Quando aparece a sensação de fome, não conseguimos selecionar os alimentos e tendemos sempre pelos mais gordurosos e calóricos. Com a rotina, evitam-se, também, os beliscos, facilitadores da obesidade. Assim, refeições seis vezes ao dia, com intervalos em torno de 3 horas, diminuem bastante o risco de a criança vir a ter excesso de peso”.

Observar como a criança se comporta nas atividades rotineiras pode dar aos pais pistas de eventuais distúrbios que precisam ser tratados por um especialista. Se os pais percebem que a criança tem dificuldade em se fixar em uma atividade por determinado período, impaciência ou angústia exagerada, ou dificuldades no sono, devem conversar com o pediatra que acompanha a criança. O médico vai avaliar se aquela alteração é normal para a faixa etária ou se precisa de intervenção de um psicólogo, psicopedagogo, neuropediatra. “Normalmente, quem tem filhos costuma conversar bastante sobre o dia a dia deles, o que facilita comparar e avaliar, superficialmente, se pode haver algo errado no desenvolvimento da criança”, declara a pediatra.

Dra. Adriana Barboza também ensina que a família toda deve estar vinculada à rotina, pois a criança acaba se espelhando no que vivencia. “Não adianta fazer com que a criança jante às 18h, se a família janta às 21h, pois ela tenderá a jantar duas vezes. Além disso, o fato de as pessoas se reunirem à mesa para a refeição é muito mais agradável e estimulante para a família.” A rotina deve ser familiar, de comum acordo e levar em consideração a vida de cada um para não ser causa de sofrimento. 

Momentos de relaxamento na rotina são necessários, e devem ser explicados para a criança: “A família vai viajar para um hotel. Faz-se um afrouxamento da rotina, que deve ser restabelecida depois. A criança saberá que naquele momento de férias seus horários não serão rigorosos”, comenta a médica. 

Porém é necessário cuidado com estas quebras na rotina: “É muito comum que, nos fins de semana, a criança e seus pais acordem muito mais tarde. Não raras vezes, a criança pode ter até hipoglicemia, queda da quantidade de açúcar no sangue, devido ao período prolongado de jejum, causando mal-estar, náuseas, tremedeira, palidez cutânea, e sensação de fome importante. Isto acontece devido à quebra na rotina da semana. Então, é preciso que os pais tenham conhecimento para evitar a ocorrência”.

É preciso ter em mente que a criança precisa ter uma rotina mais saudável possível, pois dela dependerá seu futuro. A capacidade de adaptação à rotina definirá se este indivíduo será uma pessoa saudável ou fadada ao sofrimento, já que a vida adulta é regida por horários pré-estabelecidos e regras. Aprendendo ainda na infância que a rotina é parte importante da vida e nos traz benefícios, a criança terá uma transição muito mais tranquila para as responsabilidades das próximas etapas da vida.

Fonte: Dra. Adriana Barboza, pediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Sobre o Autor

Geisa Simonini

Uma escorpiana geniosa, brava e determinada. Estudei Administração e Marketing e sempre atuei na área comercial e de eventos. Tenho uma cabecinha cheia de idéias e adoro trabalhar com pessoas, afinal para mim, tudo que a vazio de pessoas não faz muito sentido. Sou doidinha por redes sociais e ligada 24 horas por dia, sabe aquela pessoa que não pára? Essa sou eu!
Mas se for para me resumir mesmo: Sou a mãe da Fernanda (e da Camille que ainda está no forninho) e da função de mãe nasceu esse blog onde compartilho com vocês nossas histórias, dia-a-dia e aprendizados

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