A MinhaLigthbox é um produto feito com exclusividade que vai deixar seu ambiente ainda mais perfeito!!
Uncategorized

Blogagem Coletiva Projeto Coração Materno: por uma maternidade em rede!

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 0 Flares ×

Sabe quando você cansa de ouvir que alguém é melhor pois faz isso ou aquilo?
Que alguém está certo pois seguiu tal caminho?
E que você é errado simplesmente porque faz diferente, vai por caminhos alternativos?

É isso realmente existe em todos os lugares, inclusive AQUI!

Opa… mais “peraí”! Isso aqui é um blog que fala de maternidade, um mundo cor-de-rosa, aonde tudo é perfeito, ou não é?!

Não, não é!


Isso aqui é um blog, de uma mãe comum, que está cansada de títulos e parâmetros pré estipulados e preconceituosos!

E eu não estou sozinha nisso!



As queridas Ananda do Blog Projeto de mãe e a Isa Kanupp, do blog Para Beatriz tomaram a iniciativa de criar o Projeto Coração Materno: Por uma maternidade em rede! 
Idéia inspirada na campanha norte-americana Stop the Mommy Wars (ou, em português, pare com a guerra entre as mães) e este projeto pelo qual eu já estou apaixonada tenta quebrar os paradigmas do conservadorismo e mostrar que mãe não é tudo igual, mas todas tem seu (IMENSO) valor!
“Eu sempre fui a mãe perfeita, até ser mãe de verdade!” Ouvi isso outro dia e é fato! Eu julguei muito, critiquei e apontei o dedo para mães que tomavam postura “X” ou “Y” e dizia: – Comigo será diferente, isso é errado e eu não vou agir assim! Na prática a história é outra!

Quando me tornei mãe, me vi perdida, em um mundo diferente do qual fui criada, um mundo “evoluído” do qual minha própria mãe não entendia tanto a ponto de me dar conselhos e dicas pontuais, as experiências dela tinham base no que ela viveu, na realidade da época em que nasci e da cultura na qual ela estava inserida e que sinceramente, não tinha quase nada (ou nada) em comum com a minha realidade e cultura.

E foi aí que eu resolvi procurar mulheres, mães, que tivessem uma realidade próxima a minha! Fiz isso tanto no meu meio-social, quanto nas redes sociais aonde conheci várias mamães (algumas se tornaram amigas), aonde me inseri em grupos do mundo materno, aonde adentrei nessa blogsfera na qual eu me sinto em casa e principalmente aonde eu vi que a maternidade tinha um lado negro!
Lado negro? Sim o lado do “eu tenho razão e você não!”
Eu vi isso mesmo antes da minha filha nascer e quando ela nasceu então a loucura foi total, pois a esperança de identificação se tornou o medo de compartilhar e aprender.
É tipo um ring aonde milhares de mulheres tentam se enfiar a força dentro de um molde de mãe perfeita que alguém criou! 
Alguém? Mas alguém quem Geisa?
Na minha humilde opinião quem criou este molde de mãe que é julgado perfeito foram as próprias mães que não abraçam sua realidade, que tem vergonha de assumir seus erros e atitudes! E para ajudar existe um “cutucão” de leve de um sistema opressor e oportunista que incentiva tudo isso para poder criar oportunidades que seja favorável a ele.

Quando eu digo que “somos” culpadas por viver nessa guerra é porque nós não somos donas da nossa vontade! Nós tentamos seguir os padrões e acabamos dando ibope para o tal modelo de mãe que se vê por aí!
Quem nunca se viu cansada, sem ânimo, querendo se trancar no banheiro pra correr do filho, do marido e do cachorro? Acho que todas nós já pensamos nisso, mas ao invés de simplesmente assumir que não somos de aço, a gente veste a capa da mulher maravilha vai no facebook e posta frases de uma vida perfeita e deixa todas “azamigas” com o pensamento: “-Putz a fulana consegue, eu tb tenho que conseguir!”
Mas como diz uma das minhas musas inspiradoras da Blogsfera materna Bárbara do Blog Uma mãe das Arábias a vida não é uma pracinha não minha gente! Todo mundo aqui acorda descabelada do meeeeeeeesmo jeito, limpa (ou limpou, ou limpará) bunda suja do mesmo jeito. Todo mundo sapateia para ser o melhor que pode!
Umas trabalham fora, cuidam da casa, do marido, dos filhos. Outras não trabalham fora mas trabalham dentro de casa (o que pode ser e na minha opinião é, mais difícil ainda). Algumas tem babá, ajudante, outras não. Algumas tem filho na creche, outras com a vó! Mas no fim do dia, todas somos mães, cansadas, cheias de tarefas que ficaram pra trás e de tantas outras realizadas com louvor, mas simplesmente e igualmente mães!
Ou seja, estamos no mesmo time! Então que tal jogar a bola no mesmo sentido e fazer um tantão de gols! A copa do mundo tem tudo pra ser nossa! Pq se a briga de ego continuar agora (#imaginanacopa), nós nunca vamos ver algo edificado e melhorado pelas mãos desse time que tem uma força incalculável! É tentar ser feliz e realizada ao invés de ser perfeita, simples assim!

Na verdade precisamos abrir os olhos e ver além do horizonte que enfiam na nossa frente!

Todas nós, mamães, queremos o bem para nossas crias e é pensando nisso que temos que ver além do que queremos, e sim, aquilo que de fato acontece!
Um sistema barato (ou caro rs) e opressor nos enfia garganta abaixo aquilo que querem que a gente seja. E quando eu falo isso eu incluo tudo que envolve o “nosso mundo”.
Falta informação, falta humildade e principalmente falta atitude!
São milhares de mulheres encaminhadas para uma cesárea sem motivo, mas por exemplo são outros milhares de mulheres que assim como eu escolheram passar por uma cesárea, eu tinha plenas condições de ter um parto normal mas tive medo e me senti segura com hora agendada para que minha filha viesse ao mundo e agora tempos depois faria diferente. Li, me informei, perdi o medo de algo natural e hoje eu desejo um parto normal, humanizado mas aprendi na pele que a cesárea não faz de ninguém menos mãe, que não é a forma “correta” ou a “melhor” forma de uma criança nascer mas que também não pode e não deve ser condenada, julgada e inferiorizada!
Sim eu sinto culpa, pq não tive informação a ponto de me sentir segura para mudar de idéia! Mas será que a culpa é mesmo minha?
Se é, ou não, eu já nem penso mais, apenas reavaliei meus conceitos e parei de julgar. Farei diferente em um próximo filho mas não me arrependi um pingo do que fiz e isso é só um exemplo de que não existe o certo e o errado. E é neste sentido que eu citei a ATITUDE, aonde devemos ter consciência de que erramos, aprendemos, somos fragéis mas imensamente fortes e que somos donas das nossas escolhas e devemos defendê-las.
Defender uma escolha é diferente de atacar outra, que isso fique bem nítido!

Eu me sinto mal quando vejo um comercial de comida infantil indicada para maiores de 4 anos com crianças de 2 aninhos comendo a bendita “delícia”! Mas me irrita mais ainda quando uma mãe que faz com que seu filho tenha alimentação perfeita aponta o dedo na cara de outra mãe e diz: Você é louca de dar isso pra essa criança? Isso é um veneno!

Epa epa epaaaaaaaaaaa! Explique, dialogue, fale… mas nunca condene ou subestime!

Em grupos nas redes sociais mesmo, a mãe vai lá toda desesperada em busca de ajuda e faz uma pergunta: “Meu bebê de 4 meses está rejeitando a fórmula X na mamadeira, existe uma parecida que vocês indicam:” E ao invés das demais ajudarem de verdade aparecem milhares de comentários do tipo: “Com 4 meses era pra estar só no LM”, “Pra que dar fórmula? Dá leite de peito!”, “Mamadeira, você é louca?” e por aí vai! Ninguém se preocupa em saber pq a criança toma a fórmula “X”, pq toma na mamadeira, e nos motivos que fizeram essa mãe perguntar ali e não pro pediatra! É guerra a todo instante, sem motivos! Ás vezes eu penso que se soltassem todas as mães juntas ia ser o fim dos tempos, em outras eu acho que seria bom para que muitas ali deixassem cair as máscaras de mães perfeitas e mostrassem que acertam aqui, mas erram logo ali na frente. E o que é que tem errar? É normal…estamos em constante aprendizado e evolução como mães mas sobretudo como seres humanos!
O vídeo colaborativo do projeto mostra mães de verdade que tomaram e tomam decisões diferentes nas mesmas situações, sejam elas por vontade própria ou não mas que não fazem delas melhores ou piores. Vejam o vídeo AQUI


Para refletir: Outro dia estava amamentando a Fernanda e uma moça que trabalha na loja em que estávamos vira e fala: Ela faz seu peito de chupeta! Não pode deixar não, se não fica mal acostumada! 

Eu com toda educação do mundo respondi: Deixa ela, estamos acostumadas!
E ela emendou: – Eu amamento a minha de 2 anos apenas pra dormir e acordar. Se eu deixo ela mamar de dia, todo mundo fica olhando e falando, pois ela já é muito grande! É feio né?!
Eu respondi que acho normal e que a Fe mama sem problemas aonde quer e quando quer! E que eu acho bonito a mãe amamentar!
A conversa acabou mas fiquei horas pensando: Será que ela acha feio? Ou só pensa isso, porque as pessoas falam? 
E a criança? Será que só é amamentada 2 vezes ao dia porque quer ou porque a mãe acha mais conveniente?
Enfim, balancei a cabeça e pensei comigo: “- Deixa a moça, já é uma vitória amamentar até os 2 anos, eu mesmo fico exausta quando a Fernanda mama o dia todo. No fundo a moça faz o melhor que pode!”
Se estou certa ou errada em ser passiva em um tema que para mim é tão importante eu não sei, mas preferi não criticar e pensar que se eu não gostei do comentário dela, ela também poderia não curtir o meu!

A frase da Ananda na chamada do projeto relata exatamente o que eu penso: Vamos parar de julgar umas as outras e manter uma postura de respeito e empatia”


Nossas escolhas devem visar o bem apenas! Uma maternidade honesta, sobretudo com você que é a principal personagem dessa história de ser mãe já é o primeiro passo para que a realidade mude e que a mania de “eu sou perfeita” seja repelida e dê lugar a um ambiente saudável aonde aprender e ensinar se torna automático e viral!


Vem com a gente nessa? Vamos tornar a maternidade uma rede que de fato seja o espelho do coração materno? Cheio de coragem, amor e que esteja sempre de braços abertos?




Sobre o Autor

Geisa Simonini

Uma escorpiana geniosa, brava e determinada. Estudei Administração e Marketing e sempre atuei na área comercial e de eventos. Tenho uma cabecinha cheia de idéias e adoro trabalhar com pessoas, afinal para mim, tudo que a vazio de pessoas não faz muito sentido. Sou doidinha por redes sociais e ligada 24 horas por dia, sabe aquela pessoa que não pára? Essa sou eu!
Mas se for para me resumir mesmo: Sou a mãe da Fernanda (e da Camille que ainda está no forninho) e da função de mãe nasceu esse blog onde compartilho com vocês nossas histórias, dia-a-dia e aprendizados

Publicidade

Parceiros

Voltar ao topo